Brasileiros protestaram no domingo (16) em mais de 205 cidades, 26 estados e no Distrito Federal

São PauloManifestantes foram às ruas neste domingo em todo o Brasil, protestarem contra o governo da presidente Dilma Rousseff do PT e contra a corrupção. Segundo estimativas da polícia e dos organizadores as manifestações levaram mais pessoas às ruas do que as de 12 de abril, e menos do que as de 15 de março deste ano.

A PM estimou em 879 mil o total de manifestantes deste domingo. Em abril, foram de 701 mil e em março 2,4 milhões. Já os para os organizadores, participaram do evento 2 milhões neste domingo, 1,5 milhão no mês de abril e 3 milhões no mês de março.

A maior parte dos manifestantes em todo pais, pedia a renúncia ou o impeachment da presidente, cobrava o fim da corrupção e pela primeira vez, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi fortemente criticado nas manifestações.

As cores que representam a Nação (Verde e Amarelo) foram as mais vistas em meio aos Protestos, estavam presentes em camisas, mascaras, cartazes, bonés entre outros, e muitos levavam bandeiras do Brasil.

CONFIRA AS ESTIMATIVAS DAS MANIFESTAÇÕES

ESTIMATIVAS DAS MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL
Participantes  16/8 12/4 15/3
Segundo a PM 879 mil 701 mil 2,4  milhões
Segundo os organizadores 2 milhões 1,5 milhão 3 milhões
Nº de cidades 205 224 252

Dilma até o Momento não se Pronunciou sobre o assunto. Já ainda na noite de domingo, o Instituto Lula divulgou nota na qual afirmou que o ex-presidente jamais cometeu ilegalidades antes, durante ou depois de seus dois mandatos.

“Segundo nota divulgada pelo instituto Lula defendendo o ex-presidente, “Lula foi preso na ditadura porque defendia a liberdade de expressão e organização política” a nota diz ainda que: “ Lula jamais cometeu qualquer ilegalidade antes, durante ou depois de seus dois governos”,.

Aécio Neves BH

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) que não participou das manifestações anteriores, desta vez marcou presença e discursou falando em cima de um trio elétrico em Belo Horizonte, em um protesto afirmou “O Brasil despertou. É o povo na rua que vai permitir a superação da crise. Não é este governo, que não tem mais autoridade, nem credibilidade”, disse o senador e candidato derrotado na campanha presidencial de 2014, Aécio ao ser questionado sobre o impeachment evitou responder.

Em meio aos protestos ainda existiam algumas manifestações isoladas que defendiam a intervenção militar no Brasil. No entanto, a Constituição; em seu artigo 5º, diz que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”, portanto, o pedido de intervenção militar é uma atitude ilegal e frontalmente contrária à Constituição brasileira.

Os protestos foram noticias em todo o mundo. Segundo noticiários internacionais fora do Brasil cerca de 50 pessoas protestaram na Praça Camões, no Chiado, tradicional local de manifestações e ponto turístico de Lisboa, capital de Portugal. Lá os manifestantes levaram bandeiras e muitos cartazes que diziam “Fora PT”, “Fora Dilma” e “Fora Lula”. No fim do evento os manifestantes cantaram o hino nacional Brasileiro.

Manifestações pelo Brasil:

São Paulo

A maior concentração dos protestos foi em São Paulo. O ato aconteceu principalmente na Avenida Paulista onde se reuniram cerca de 350 mil, segundo a PM, já segundo organizadores foram cerca de 1 milhão, porém, segundo o Datafolha foram apenas 135 mil.

Ainda em são Paulo militantes, centrais sindicais e movimentos sociais fizeram um movimento de apoio Dilma e a Lula, o evento aconteceu em frente ao Instituto Lula, na Zona Sul de São Paulo. No local manifestante vestidos com camisas vermelhas, gritavam palavras de ordem como: “Não vai ter golpe”, “o Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”. Os apoiadores foram recebidos no local com um churrasco oferecido a eles.

Acompanhe como foram os protestos em cada estado:

ESTADOS ESTIMATIVAS ORG. ESTIMATIVAS PM.
ACRE – Rio Branco 3 mil, segundo organizadores 1,5 mil, segundo a PM
ALAGOAS – Maceió 15 mil, segundo organizadores 12 mil, segundo a PM
AMAPÁ – Macapá 300, segundo organizadores. 150, segundo a PM
AMAZONAS -Manaus 20 mil, segundo organizadores. 7 mil, segundo a PM
BAHIA-Salvador 15 mil, segundo organizadores. 5 mil, segundo a PM
CEARÁ – Fortaleza 50 mil, segundo organizadores. 15 mil, segundo a PM
DISTRITO FEDERAL – Brasília 55 mil, segundo a organização 25 mil, segundo a PM
ESPÍRITO SANTO – Vitória e Vila Velha 70 mil, segundo organizadores 40 mil em, segundo a PM
GOIÁS – Goiânia 70 mil, segundo organizadores. 10 mil em, segundo a PM.
MARANHÃO – São Luís 7 mil, segundo organizadores. 2,5 mil, segundo a PM
MATO GROSSO -Cuiabá 20 mil, segundo organizadores. 14 mil, segundo a PM
MATO GROSSO DO SUL – Campo Grande 3 mil, segundo os organizadores 3 mil em, segundo a PM
MINAS GERAIS – Belo Horizonte 20 mil, segundo organizadores. 6 mil em, segundo a PM.
PARÁ – Belém 10 mil, segundo organizadores. 5 mil, segundo a PM
PARAÍBA – João Pessoa 2,5 mil, segundo organizadores. 800 segundo a PM
PARANÁ – Curitiba 60 mil, segundo organizadores. 60 mil em, segundo a PM
PERNAMBUCO- 550 mil, segundo organizadores. Polícia Militar não divulgar o número.
PIAUÍ – Teresina 1000 (mil), segundo organizadores. 900, segundo a PM.
RIO DE JANEIRO Os Organizadores não chegaram a um consenso A PM não divulgou os números
RIO GRANDE DO NORTE – Natal 10 mil, segundo os organizadores. 5 mil, segundo a PM
RIO GRANDE DO SUL – Porto Alegre 65 mil, segundo organizadores. 30 mil, segundo a PM
RORAIMA – Boa Vista 1 mil, segundo organizadores. 500, segundo a PM
RONDÔNIA – Porto Velho 1 mil, segundo organizadores. 500, segundo a PM
SANTA CATARINA – Florianópolis 30 mil, segundo os organizadores. 26 mil, segundo a PM
SÃO PAULO – Avenida Paulista 1 milhão, segundo o movimento Vem pra Rua. 350 mil, segundo a PM
SERGIPE – Aracaju 5 mil, segundo os organizadores. 3 mil pessoas, segundo a PM
TOCANTINS – Palmas 1 mil, segundo os organizadores. 600, segundo a polícia

Fontes: CPB – Agencias de Noticias. Ag. Câmara, Senado Federal, G1, Agência/TV Senado e CPB.


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