Dilma abre a 70ª Assembleia Geral da ONU e fala sobre crise Brasileira e assuntos internacionais

Dilma- 05 ONUA presidente do Brasil Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (28), no primeiro discurso de um chefe de Estado na 70ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, aos  homens e mulheres mais Influentes do Mundo que se reúnem para discutir assuntos de interesse mundiais, que o Brasil passa por um momento de dificuldades econômicas, dentre eles, o aumento da inflação, a desvalorização cambial e queda na arrecadação tributaria.

No entanto, Ela, afirmou:

O Brasil não tem problemas estruturais graves, nossos problemas são conjunturais e, diante desta situação, estamos reequilibrando o Orçamento e assumimos uma forte redução de nossas despesas, gastos de custeio e parte do investimento”.

A chefa do Executivo Brasileiro destacou que nos últimos seis anos, o Brasil vem adotando uma série de medidas para tentar reduzir os efeitos da crise econômica internacional de 2008 e afirmou que essas ações chegaram “ao limite”, disse ainda que o objetivo de seu governo é gerar mais oportunidades de investimentos e amplia a geração de empregos.

Dilma Rousseff, em meio ao seu discurso que demorou cerca de 20 minutos, disse que a economia brasileira é “mais forte e sólida” do que em anos anteriores e tem condições de superar as dificuldades e “avançar na trilha do crescimento”. Disse também que o momento econômico que o Brasil esta vivendo é de transição para o “novo ciclo de desenvolvimento econômico” Como em tem afirmado em discursos recentes aqui no Brasil.

A presidente disse também que na tentativa de conter a crise econômica, de busca a estabilidade macroeconômica e a retomada do crescimento, seu governo propôs ao Congresso Nacional recentemente a provação de cortes nas despesas no Orçamento de 2016.

Propusemos cortes drásticos de despesas e redefinimos nossas receitas”. Afirmou Dilma Rousseff.

Segundo a Presidente, as medias apresentadas ao Congresso Nacional Brasileiro visam reorganizar o quadro fiscal do pais, reduzir a inflação, e consolidar a estabilidade macroeconômica brasileira com intuito de garantir a retomada do crescimento e a distribuição de renda no Brasil.

Dilma 3 ONUA presidente falou ainda sobre as políticas sociais e de transferência de renda do seu governo, dando ênfase principalmente ao programa Fome Zero, comentando sobre a sua “eficácia” e de como o programa contribui para a retirada do Brasil do chamado “mapa da fome”, que é um dos objetivos do seu governo e também do chamado Desenvolvimento Sustentável proposto pelas Organizarão das Nações Unidas.

No tocante a corrupção no Brasil, a presidente Dilma afirmou que, graças ao “vigor de suas instituições”, o Estado brasileiro tem atuado de forma efetiva, por meio de seus órgãos de fiscalização, para investigar e punir desvios e crimes de forma “firme e imparcial”. E destacou que, no Brasil, o governo e a sociedade “não toleram a corrupção”.

Em sua fala Dilma também defendeu a democracia Brasileira e citou uma frase do ex-presidente do Uruguai José Mujica ao dizer: “nossa democracia não é perfeita porque nos não somos perfeitos”, mas, que “temos que fendê-la para melhorá-la, não para sepultá-la”.

Assuntos internacionais:

A presidente também utilizar-se a tribuna para falar sobre o Problema dos refugiados no mundo e comentou sobre a Criança Síria, que foi encontrada morta nas praias da Turquia, e sobre as 70 pessoas mortas encontradas asfixiadas em um caminhão na Áustria. Disse também que esses acontecimentos “devem se transformar em ações Inequívocas de Solidariedade Pratica”. Afirmou.

Sobre o assunto disse também:

Em um mundo onde circulam livremente mercadorias, capitais, informações e idéias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas”.Dilma 6 ONU

Dilma também voltou a declarar, a exemplo do que fez durante reuniões preliminares da ONU no ultimo final de semana, que o Brasil está de “braços abertos” para receber imigrantes e refugiados.

A Presidente também comentou que “O Brasil é um país de acolhimento, um país formado por refugiados. Recebemos sírios, haitianos, homens e mulheres de todo mundo. Assim como abrigamos há mais de um século europeus, árabes  e asiáticos, estamos abertos e de braços abertos para receber refugiados”. E concluiu a frase dizendo:

Somos um país multiétnico, que convive com as diferenças e sabe a importâncias delas para nos tornar mais forte, mais rico, mais diverso, tanto cultural quanto social e economicamente”.

Enquanto realizava o comentário a presidente do Brasil, foi aplaudida pelos governantes mundiais.

Ao falar sobre o Clima no Mundo Dilma diz que a meta do Brasil é ousada e que o Brasil pretende reduzir emissão de gases em 43% até 2030.

Dilma também defendeu a criação do estado Palestino e fez um apelo para que a ONU ajude os milhares de refugiados que se deslocam rumo aos países da Europa, e comentou: Dilma 2 ONU

“Senhor Presidente, esse inquietante pano de fundo, nos impõe uma reflexão sobre o futuro das Nações Unidas, e nos exige agir concreta e rapidamente.  Necessitamos de uma ONU capaz de Fomentar uma paz sustentável no plano internacional e de atuar com presteza e eficácia em situações de guerra e de crise regional localizada e quaisquer ato contra a humanidade. Não se pode postergar, por exemplo, a criação de um estado palestino que conviva pacificamente com Israel, da mesma forma não é tolerável a expansão dos assentamentos sobre os territórios ocupados”.  concluiu Dilma.“

Outras Imagens de Lideres:

Obama ONU

ONU 1

Fontes: CPB – Agencias de Noticias. Ag. Internacionais.


CPB INFORMA:

O conteúdo desta notícia é de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, não refletindo opinião oficial do site/portal www.correiopopulardebrasilia.com.br ou dos demais editores do Jornal.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *