Eleição da comissão de analise do processo de impeachment deverá ser hoje terça-feira (8)

ED CUNHA

Eduardo Cunha fala sobre o processo de impeachment da presidente de Dilma. Img Alex F./Câmara dos Deputados

A Eleição da comissão do impeachment deverá ser realizada nesta terça-feira (8). A sessão que deveria ter sido realizada ontem está prevista para as 14 horas de hoje, mas, na previsão de Cunha, a Ordem do Dia só deve começar por volta de 17h30.

A sessão foi adiada para hoje por decisão do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que resolveu adiar a votação alegando entre outros motivos, a falta de quórum para a realização da sessão. Segundo ele, no final da tarde de ontem, apenas 185 deputados estavam na Casa.

Na sessão ordinária desta terça-feira (8), os deputados deverão realizar a eleição dos nomes que vão compor a comissão especial, que vai analisar se abre ou não o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A presidente Dilma Rousseff, quer que todo o processo de impeachment seja realizado sem interrupção, e não haja recesso parlamentar durante o andamento do processo. No entanto, o recesso é defendido pela oposição que defende a ideia de que se prolongue o máximo possível, para que o governo se desgaste cada vez mais, frente à opinião pública.

Sobre o adiamento da sessão, Cunha se defendeu dizendo:

Ninguém quer protelar… Ressalto que não há quórum pra votar hoje (segunda-feira)”. Afirmou Eduardo Cunha.

Sobre a criação de uma chapa avulsa, disse Cunha:

Não posso impedir o direito de um parlamentar de querer propor uma chapa avulsa. Eu preferia que isso não ocorresse e espero que, até amanhã, se consiga compor isso dentro dos partidos”. Afirmou Cunha.

Eduardo Cunha defende o adiamento, alegando também que tem o intuito de garantir o caráter democrático da votação, e evitar riscos de judicialização, e que pesou também, o fato de os partidos da oposição estar articulando a apresentação de uma chapa alternativa para disputar a composição da comissão especial.

De acordo com as regras a chapa avulsa precisa preencher, pelo menos, a metade mais uma das 65 vagas da comissão especial, ou seja, te que ter 33 parlamentares.

Os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE); do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), e do próprio PMDB partido de Cunha, Leonardo Picciani (RJ), criticaram a decisão de Cunha, pois, Segundo eles, Cunha teria manobrado com partidos de oposição.

O líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), ao criticar Cunha pelo adiamento disse:

Essa decisão pode inviabilizar a votação da representação contra o presidente da Câmara no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar”.

No entanto, segundo o presidente da Câmara Eduardo Cunha, o adiamento da cessão não interfere na reunião do DILMA -conselho.

Ao falar sobre o impeachment a Presidente Dilma defende a manutenção de seu mandato e diz que:

Só dentro da legalidade, democrática, do Estado Democrático de Direito, respeitando as regras, nós de fato unificaremos o país”.

Fontes: CPB – Agencias de Noticias. Ag. Câmara Senado Federal, Agência/TV Senado e CPB.


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