Rodrigo Maia é o Novo Presidente da Câmara dos Deputados e quer manter a união da base do Governo Temer

 Em disputa no 2º turno, Maia foi eleito com 285 votos. O segundo colocado, Rogério Rosso, teve 170 votos.

Brasília - O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, com 285 votos. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília – O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, com 285 votos. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, Rodrigo Maia (C) agradeceu a todos os partidos que o apoiaram

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (14) para completar o mandato do biênio 2015-2016, que termina em fevereiro de 2017. A eleição preencheu vaga aberta com a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência, ocorrida na semana passada.

Maia foi eleito com os votos de 285 deputados em segundo turno, em disputa com o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que obteve 170 votos. Houve 5 votos em branco nessa segunda votação. Ao todo, 460 deputados votaram no segundo turno, contra 494 votos na primeira rodada, da qual participaram 14 candidatos.

Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, o deputado agradeceu a todos os partidos que o apoiaram, seja desde o primeiro turno ou a partir do segundo turno. Ele citou o nome de vários líderes e deputados que apoiaram sua candidatura.

“Agradeço pela disputa limpa, na política, agradeço à minha família. É difícil falar depois desse momento, sentado nesta cadeira”, afirmou.

Rodrigo Maia ressaltou que terá a oportunidade de presidir a Câmara junto com os outros deputados. “Vamos tentar governar com simplicidade, pacificar esse Plenário. Tem pautas do governo, mas também tem demandas da sociedade”, lembrou.

Diálogo com partidosCAMARA PRS 2016
Em entrevista coletiva concedida logo após a eleição, Rodrigo Maia ressaltou que sua eleição contou com apoio de parte da esquerda por causa do diálogo que manteve no sentido de resguardar os direitos da minoria.

“Sem a esquerda, eu não venceria essa eleição e, por isso, batiam tanto nos votos que a esquerda ia me dar. Todos nós juntos temos condições de construir uma agenda de consenso, onde o diálogo possa prevalecer, aprovando em conjunto medidas para o Brasil”, afirmou.

Prioridades da pauta
Quanto às prioridades da pauta, ele listou o teto de gastos públicos; a renegociação da dívida dos estados; a PEC dos Precatórios; o projeto que libera a Petrobras de participar de todas as explorações do pré-sal e a reforma da Previdência. “Sobre a Previdência, precisamos construir um modelo que não seja deficitário”, adiantou.

Sobre a necessidade de votar medidas impopulares, o novo presidente da Casa ponderou que os deputados “não estão aqui só para aumentar despesas e serem aplaudidos”. Para ele, uma pauta que seja impopular agora poderá gerar impactos positivos no futuro.

Ele defendeu ainda a volta do debate sobre o sistema eleitoral, que considerou falido.

Cassação de Cunha
Ao responder sobre o processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha, Rodrigo Maia lembrou que votou em Cunha e o apoiou em muitas iniciativas, mas não vai perseguir nem proteger o deputado.

“Tudo vai caminhar dentro das regras do Regimento, sem manobras contra nem a favor. A votação da cassação dele, para ser legítima e justa, precisa ter quórum elevado”, afirmou, referindo-se ao período pós-recesso, que será de campanha eleitoral municipal.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

OUTRAS NOTÍCIAS 

 Rodrigo Maia o novo Presidente da Câmara vai trabalhar pela união da base do Governo TemerimgNoticiaBloco

Rodrigo Maia e Aécio Neves: compromisso pela união da base aliada ao governo do presidente Michel Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta quinta-feira (14) que vai trabalhar para que o governo do presidente interino da República, Michel Temer, tenha a base parlamentar unida.

A declaração foi dada durante o primeiro compromisso de Maia como presidente da Casa, após a eleição nesta madrugada — uma visita de agradecimento ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo apoio no pleito. O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), também esteve no encontro.

“A nossa vitória foi construída no domingo à noite em uma conversa entre mim, Imbassahy, o presidente [do PSDB] Aécio e o ministro da Educação, Mendonça Filho. Dali saiu a estratégia para a vitória”, destacou Maia. “Foi uma vitória da Casa, com 285 votos e quórum de 460 no segundo turno”, acrescentou.

Segundo ele, é preciso olhar para o futuro. “Hoje nós temos uma base do governo, com 400 deputados. Não vamos separar mais a base entre a antiga oposição e o chamado ‘Centrão’ — isso gerava divisões desnecessárias e atrapalhava o Brasil. Vamos trabalhar em conjunto com os líderes para que o governo tenha uma base unida. Ninguém é do bloco A ou do bloco B. Temos um projeto de governo e a base precisa trabalhar junta. É assim que eu vou, como presidente da Câmara e deputado do governo, ajudar.”

União das Casas
Maia informou que vai atuar junto com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para que deputados e senadores voltem a trabalhar de forma integrada: “Vamos escolher pautas em conjunto, para que possamos superar a crise e reformar muitos temas no Brasil. É fundamental que a Câmara e o Senado voltem a ter um diálogo saudável, que deixamos de ter há muito tempo.”

Entre as prioridades da pauta, o presidente da Câmara citou a agenda econômica e temas da reforma política. “Nosso sistema político faliu, ruiu”, apontou. Questionado pela imprensa sobre um possível esvaziamento da Câmara no segundo semestre, por conta do período eleitoral, Maia disse que a ideia é fazer acordo com os deputados para estabelecer “semanas de votação” e “superar agendas que estão na ordem do dia e construir outras, como os temas da reforma política”.

Fim das coligações

Durante o encontro, o senador Aécio Neves anunciou a apresentação de proposta de Emenda à Constituição, juntamente com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), para colocar fim às coligações nas eleições proporcionais (cargos do Poder Legislativo) e para restabelecer gradualmente a cláusula de barreira (percentual mínimo de votos para que partidos tenham direito a recursos do fundo partidário e a tempo gratuito de rádio e TV). Segundo ele, a proposta deverá permitir a transição de partidos menores para partidos com maior representação junto à sociedade.

O objetivo dele, com a proposta, é conferir mais força e representatividade aos partidos políticos. “É um caminho necessário para que tenhamos, no futuro, um conjunto de partidos que representem segmentos de pensamento da sociedade, diferentemente deste excesso atual de siglas partidárias”, salientou.

Aécio pediu apoio do presidente da Câmara para que essa seja uma pauta prioritária do Congresso. Já tramita, no Senado, proposta de reforma política aprovada pela Câmara que, entre outros pontos, proíbe a reeleição para cargos majoritários, como presidente e governador. Porém, Neves observou que a tramitação da matéria “está paralisada”.

O senador elogiou a disposição do presidente Rodrigo Maia de “estabelecer diálogo mesmo com quem pensa diferente”. Segundo ele, a eleição de Maia “acena ao Brasil com a possibilidade de uma agenda econômica necessária para a superação da crise e o retorno da harmonia entre a Câmara e o Senado”. Na visão do senador, a principal tarefa do novo presidente será a pacificação da política brasileira. “A radicalização e a intolerância não servem a ninguém”, completou.

Maia seguiu no fim da manhã para visita ao presidente da República, Michel Temer, e mais tarde deverá visitar o presidente do Senado, Renan Calheiros.

 Reportagem – Lara Haje
Edição – João Pitella Junior

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Câmara e Senado).


Fontes:  ‘Agência Câmara Notícias‘,  Agencia Brasil, Agência Senado e CPB – Agencias de Noticias.


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